quarta-feira, 8 de abril de 2020

Esqueminhas

Antes de começar, as músicas que ando ouvindo são japonesas, de anime. Tenho assistido e lido como um louco, então é isso que escuto. São ótimas músicas, ainda assim. Algumas delas eu não sei o nome e estão em japonês, mas eu coloco aqui mesmo assim. (3 gatsu no lion season 2, Flag wo tateru)

Eu estava pensando em sobre o que falar hoje, e cheguei a conclusão que vou falar sobre tudo. Algumas coisas para não esquecer, outras porque apenas quero escrever algo. Bom, comecemos do começo.

Eu vou escrever web novels. Demorei muito para chegar nessa decisão, e por isso ela não é feita de qualquer jeito, o que me dá a segurança de estar indo para o caminho correto. Lembrem-se, eu não ligo muito para encher o bolso de dinheiro, ser rico, etc. Quer dizer que eu não quero dinheiro? Não, não tem nada a ver com isso. Eu apenas sei que quando você se dedica, se torna bom e deixa o mundo ver as suas habilidades, as coisas acontecem. A prova disso é a minha esposa, que treina, treina, se dedica, busca contatos, divulga o trabalho dela, e recebe os frutos por isso. "Ah, Renato, então está dizendo que todos podem trabalhar naquilo que querem?". Sim, estou, mas não dessa forma leviana. Para uns vai ser mais fácil, por causa de vantagens que possuem na vida, enquanto outros devem andar com pesos enormes nas pernas e andar pelo mesmo caminho. Não é fácil para ninguém. O esforço empregado por um sempre será imensamente diferente que por outro. Mas o que eu vejo são pessoas em sua ENORME maioria sustentados pelos pais ou em uma situação "confortável" não dizendo que algo não é possível só porque elas não conseguiram. (Dororo, Ziyoou-vachi ken). Quando você quer fazer algo, tem que ter em mente que os resultados são a soma do esforço aplicado+otimização do estudo (porque adianta pouco um esforço alto sem pensar em onde empregá-lo da forma que gere mais resultados em menos tempo)+Meio de divulgação+adequação das habilidades ao meio. Vamos falar de mim aqui: Eu gosto de escrever e acho que sou bom nisso, mas não sou um escritor clássico e tenho ainda enormes falhas tanto na minha personalidade quanto em minha falta de estudo que possam ser de ajuda no momento em que eu preciso mostrar meu trabalho. Outro fator é que a minha escrita é mais simples, por eu não gostar mesmo de encher o texto de data vênia, sendo uma escrita mais fácil para acontecimentos e deixando os personagens brilhar mais do que o enredo em si, apesar de eu me preocupar muito com o enredo. Essas são as minhas forças, até mesmo as saber as minhas falhas é uma força. (Mob psycho, Abertura 2).
            Por muito tempo tentei me adequar a escrita tradicional, e isso foi um erro enorme. Eu não sou um escritor tradicional, eu odeio isso, mas fui por aí. Eu ficava chateado quando as pessoas falavam que a minha escrita parecia uma anime, que conseguiam visualizar isso. Elas falavam isso animadas, eu que era idiota que achava que isso era um problema, e por achar isso ignorei um campo rentável onde minhas habilidades iriam dar mais frutos. As novels estão fazendo muito sucesso por agora, e deve permanecer assim por muito tempo, pois é uma evolução da escrita tradicional onde o autor tem mais autonomia e entrega diretamente para o leitor algo para ele ler. Por meio de Patreon o leitor paga por capítulo lançado pelo autor, e isso é maravilhoso. Esse público adora anime, manga, web comic, etc, e é ai que fica interessante. Minha esposa desenha, e eu vou aprender a fazer o mesmo com tudo que eu puder. Uma web novel tem poucos desenhos, coisa de 1 por capítulo ou 4 se você quiser se exibir. Tem em média 1500 palavras por cap, algo em torno de 6 páginas. Eu entregarei 3000 palavras com 4 imagens, pois odeio escrever capítulos curtos. (bradio, Oteageda). Os leitores me pagam por semana, tudo de bom até aí. Sem editora levando 1 ano para te recusar, é só você e o leitor. Para sempre melhorar, 2h de estudo diário de escrita faça chuva, faça apocalipse zumbi, porque eu preciso melhorar e essa escada não tem um fim, o que é maravilhoso. O pensamento é, até onde eu posso chegar e sempre ter em mente que devem ter pelo menos uns milhões melhor que eu, pois humildade faz bem para todos. Enfim, entenderam? Estudo para melhorar+esforço na escrita+aplicar esse trabalho no lugar correto= resultados. Claro, há quem não consiga disponibilizar esse tempo para fazer essas coisas, e eu entendo isso, porque acredite, sou bem pobre mesmo (de receber auxilio do governo, pelo menos por agora), mas aqui apertamos o cinto e pensamos a longo prazo (coisa que não somos ensinados a fazer). Que seja 1 hora por dia de treino, de confecção da sua habilidade, em 1 ano serão 365 horas de treino e isso te tornará muito bom. Mesmo que seja meia hora, 182h de treino ainda são incríveis. Outra coisa, melhor fazer 1h dia que 7h em um dia da semana. Nosso cérebro aprende melhor com a rotina diária.

Rapaz, cansei de falar hoje. Amanhã eu falarei sobre coisas de escrita mesmo, personagens e teorias minhas. Vai ser legal.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

A verdade

 Eu meio que entendi o que se passa comigo. Essa fosse, toda essa podridão e merda que eu estou, causado por mim, tem servido de algo. Não é que eu queria posar de otimista, e eu admito completamente que sou otimista, mas que eu tenho aprendido, ah, eu tenho sim. Hoje o papo aqui vai ser mais sério, eu nem vou colocar o nome das músicas que estou ouvindo, só vou desabafar e refletir um pouco. Espero que olhos invisíveis possam entender.

A grande verdade é que eu me achava muito confiante. Muito forte, capaz de algo. Eu sempre pensei que fosse assim por ter feitos coisas que outras pessoas não conseguiram, como escrever 6 livros grandes (em páginas e não reconhecimento). Soberba. Fui soberbo, fui cego, continuo cego, e a cegueira dói. A medida que eu escrevia, que aprendia, que crescia no aspecto literato, eu adormecia o que precisava crescer, o eu de responsabilidade. Eu sempre pensei que tinha feito essas coisas porque eu era diferenciado, mas isso é uma mentira das maiores, uma que eu contei para mim mesmo e me agarrei como se a minha vida dependesse disso. Não, a verdade é que eu sou um covarde, talvez o maior covarde que existe. Não sou autonomo, não funciono sozinho, não sei fazer as coisas por mim mesmo, sou uma criança idiota e burra de 30 anos. Eu sei, tá depré, muito fossa, mas tem algo para tirar daí, e vão em entender. A grande verdade é que eu fiz tudo que fiz porque fui pressionado a fazer. Não foi por vontade, foi por desespero. Como confiar em um progresso feito com medo? Sem pensar, sem decidir, tudo feito por meio de pavor? Fiz letras por que queria escrever, isso é verdade, mas também porque queria entrar logo em uma faculdade para que ninguém me olhasse torto, ou para não descobrirem que eu não tinha me formado por meio normal, com notas e 1 ano de estudo, e sim por meio de uma prova em outra escola. Não que eu desse muita importância a isso, de verdade. Eu ainda acredito que toda essa pressão em cima de alunos em ensino fundamental e médio para terem sucesso absoluto uma coisa doentia que só faz mal, e ir um pouco contra isso me faz feliz, mas a verdade é que eu estava com medo, e vendi isso como uma ação de coragem. Como sou tolo, falso, fraco... no ensino médio eu comecei a escrever porque estava em meu quarto, triste, desesperado, a pressão de ter um emprego, de ser grande, de ter formação que foi jogada em mim e em meus irmãos de forma impiedosa foi enorme, então comecei a escrever por medo de ser o que eu ouvia, um vagabundo, um inútil, a ovelha negra.
               Escrever me aliviou, me tornou uma pessoa melhor, mais feliz. Eu não me sentia fraco, um perdedor, e sim alguém grande, que escreve, um intelectual, alguém acima. Por medo de ser um ninguém, me tornei um ninguém mentiroso. É isso, a minha escrita sempre esteve manchada desses sentimentos, de pressão, de medo de descobrirem que eu sou um nada. Eu trabalhei onde trabalhei porque me falaram para ir para lá, eu escrevi nesses lugares mesmo com faculdade e tudo mais porque eu odiava trabalhar nesses lugares. A escrita não era minha escolha pura, era a minha fuga medrosa de um futuro horrível para mim. Um futuro de bolsos cheios e um vazio pavoroso na alma. Nesse quesito não posso reclamar, posso ter bolsos vazios, mas a alma está cheia, mesmo que grande parte seja dor. Quando eu sai do trabalho (ou fui saído, porque nunca pediria demissão) eu tive finalmente a oportunidade sem pressão alguma de escolher. Eu tive a liberdade. Eu nunca pensei que liberdade pudesse ser algo tão assustador. É horrendo, temeroso, enorme, te envolve e espreme até sobrar nada. Então não é culpa de ninguém o que ocorre comigo, e sim minha e da forma como lido com as coisas. Minha escrita estava suja, porque eu sujei ela. É isso, eu sempre pensei que era confiante e estava em uma corrida enorme e cansativa para recuperar quem eu era, mas a verdade é que eu não posso recuperar o que eu nunca tive. Confiança? Ah tá, que piada de mal gosto. Que confiança é essa que dissolve como um comprimido efervescente em muita água? Eu não escrevo por medo, e só isso mesmo. Eu não tenho confiança, e eu preciso ter.
             O lado bom de tudo isso? Está tudo discriminado acima. Eu finalmente entendi onde estou, porque estou, o que devo fazer para deixar de estar. Agora, do zero, vou aprender a escrever novamente e o farei para sentir felicidade e transmitir felicidade, e não mais por medo. Agora eu escolho fazer isso, encarar, mesmo com medo, as coisas a minha frente e lutar com tudo que tenho. Vai doer, vai ser horrível, mas eu preciso aguentar. Não há cruz maior que a força de quem carrega, e eu preciso tirar a minha do chão e levar onde que que ela deva estar. Do zero, de novo, mas do jeito certo agora.