Quinta-feira, quente, com uma enxaqueca que só vai passar daqui a uns 4 dias, quando eu finalmente me acostumar com esse clima que muda a cada 2 semanas. Para ilustrar bem, aqui está quente, mas chove, então está úmido e quente, o que sua muito, mas não posso abrir as janelas a noite, pois entram insetos até de outros planetas aqui. A conta de luz vai chegar imensa, já estou até vendo.
No mais, vamos falar de ontem para começar o hoje? Ontem joguei com um amigo dota Underlords e isso acabou meio tarde (preciso para de jogar até tão tarde), e isso fez a gente comer tarde, assistir coisas tarde e, mais uma vez, dormir tarde. Comemos panquecas e assistimos DayBreak, que é bem legal. Comemos panquecas por que era o que tinha para fazer. Estamos bem de coisas para fazer bolo e afins, mas nossa geladeira está triste e quando abro a porta escuto a fome rindo para mim (só quem viu pica-pau pega essa). A minha esposa estava realmente cansada, trabalhou o dia inteiro porque pegou uns jobs que exigiam entrega mais rápida (pagavam mais por isso). Por isso ela estava bem mal humorada, então eu tentei não dizer nada que a aborrecesse ou afins. Dormimos, eu tomando outro dorflex para parar um pouco a dor. Desta vez dormi bem.
Manhã (na verdade, tarde). Acordei as 11:45, pois dormi as 4 da manhã. É, eu sei, preciso parar com isso, mas mudar vícios é bem difícil. Eu acordei mais cedo e fiquei perdendo tempo no youtube, o que apenas me lembra sempre que NÃO VALE A PENA. É uma bosta perder tempo nessa droga, e eu perco horas a fio. Já saí do twitter, instagram e facebook por causa de tempo e toxicidade das pessoas (só me fazia mal aqueles lugares), mas no youtube é tudo bem filtrado, então eu só perco o meu tempo mesmo. A minha esposa acordou mais tarde, pois além de cansada também não conseguiu dormir bem. E como eu me sinto hoje? Querendo desistir. Isso acontece comigo, um dia eu construo, deixo para terminar outro dia (com livros não dá pra escrever tudo em 24h) e quando raia o sol, eu perco a vontade de fazer o que comecei ontem. Se eu era assim antes? Ah, não, não mesmo! Eu escrevi 6 livros, inteiros, mas agora acho que me critico demais e divirto de menos. Eu deveria só escrever e curtir, estudar e tornar a escrita ainda mais divertida, mas como sempre, vícios são coisas difíceis de mudar. Ah, mas olhe o lado bom, nada de masturbação ontem! Foi difícil como empurrar um caminhão, mas eu consegui!
E o que resta para agora? Algo simples, vou responder o exercício do livro que estou estudando "Plot and Structure" do Scoot Beel aqui. O exercício é para guiar o que eu quero escrever ou não, e eu realmente espero que me ajude(vou tomar outro dorflex). Hoje farei isso ao som de Panic at the disco (ontem foi Queen).
Questionário do livro.:
*Com o que eu mais me importo no mundo?
Aí está algo que eu realmente não sei responder. Vamos falando aqui até surgir algo que faça sentido. Será que me afasto do conceito heroico? Tipo, paz mundial, humanidade feliz? Ou vou para algo mais pessoal? Riqueza própria, meu futuro? Opa, pensei em algo. Ah, é importo, não quero, tô ficando doido. Eu me importo com muitas coisas, como dar um ótimo futuro para a minha esposa, em ser algo que deixe uma marca no mundo, em dar futuro aqueles que não tem oportunidade. Eu quero ser grande e fazer as pessoas serem grandes, mas não quero babação de ovo, nem nada assim, apenas reconhecimento. Outras coisas com que me importo? Acho que não sou uma pessoa que ama tantas coisas assim.
*Se eu fosse escrever meu próprio obituário, como eu quereria que fosse lido?
Eu queria ser lembrando por ter feito algo bom, algo útil. Odeio a ideia de morrer sem ter feito nada. Isso me apavora mais que a ideia de morrer em si. Eu quero deixar uma marca positiva para provar para a humanidade que é possível sim mudar o mundo sendo uma pessoa só. Não que eu queira individualismo, e sim que as pessoas entendam que se uma pessoa pode mudar tanto o mundo (tanto para o bem, quanto para o mal), imagine um coletivo de pessoas que tem consciência disso? Que não culpam e dependem do governo o tempo todo? Nossa, nesse caso o governo só ia sentar e chorar, muito bom isso. Mas voltamos a mim. Eu queria ser lembrando por ter ajudado a humanidade na arte, a evoluir investindo em coisas que empurrariam a humanidade para frente. Vamos ao obituário então?
"Hoje aquele que nos ajudou tanto a dar passos e melhorar nossas vidas se foi. Renato foi uma pessoa especial, que tentou até o último momento provar que todos nós éramos especiais. Graças as suas obras, invenções, artes, tudo que fez para engradecer a humanidade pôde se lembrar que ajudar é algo possível. Que ele se torne agora o vento que empurra nossas velas para frente de onde estiver.". Não ficou muito bom, mas eu gostei ainda assim.
*Como é sua aparência física? Como se sente com ela? Como afeta você?
Pergunta tripla! Eu me considero uma pessoa normal para bonita, pois acredite, eu tento de verdade parecer feio, e quando me arrumo me destaco com facilidade. Tenho cabelos castanhos bem escuros, olhos castanhos escuros também, pele morena, 1,83 de altura, magro (agora com um buchinho), nariz bem reto e firme, olhos egípcios (não tem maquiagem, mas sim um pequeno puxar com cílios longos), lábios bem desenhados, rosto não muito quadrado, barba que não fecha de jeito nenhum.Se eu malhasse, usasse aparelho (meus dentes são um tanto acavalados), e me vestisse bem, eu seria realmente muito bonito (só falta vontade, né, senhor Renato?). Como me sinto? Hoje em dia, um pouco chateado com o meu desleixo, estou engordando e fazendo mal a mim mesmo. Não são os outros que me incomodam, sou eu mesmo quem faz isso. Isso me deixa mais perto de poder falhar. Afinal de contas, sua aparência (estado) é só um reflexo de como você está por dentro. Interior e exterior precisam mudar juntos.
*O que você mais teme?
Morrer sem ter feito nada. Nada no mundo pode me deixar mais em pânico que isso. Imagina morrer e ser esquecido, porque você não fez nada nesse mundo, só ficou chorando e se matando aos poucos. Não quero isso para mim, quero crescer e dar o meu melhor, mudar as coisas. Só a perspectiva de ser mais um número me assusta profundamente. Eu sei que não sou superior a ninguém, tenho completa consciência disso. Mas eu sei que nós, seres humanos, podemos fazer qualquer coisa se quisermos de verdade, e eu quero ser algo maior, um escritor, um artista de nome, alguém grande de verdade. Está em todos nós! Podemos não ser bons em tudo, mas podemos ser os melhores em querer ser os melhores.
*Quais são suas maiores forças como pessoa?
Isso é tão difícil de responder. Tipo, eu era uma pessoa tão determinada que isso dava medo e inveja nas pessoas ao meu redor. Tão determinada que achava que os outros não se comprometiam direito com as coisas. Depois de quebra a cara, essa determinação murchou. Não morreu, acho que coisas assim não morrem do nada ou somem no ar. Eu acho que está aqui, em mim, mas mais fraco, com medo. A prova disso é que até hoje estou tentando ser escritor, mesmo não me dedicando o quanto eu preciso. Sim, pode-se dizer que sou muito determinado, muito mesmo, mas não disciplinado, o que me compromete muito. Sou muito criativo, e isso ninguém me tira ou nem enfraquece. Desde que nasci sou assim. Sei observar bem a reação das pessoas e tento de tudo para não magoá-las, acho que posso dizer que sou empático. Sou muito educado, cortês, um pouco engraçado. Mas o que me destaca como pessoas são a perseverança, a criatividade e a empatia. É essa empatia que me faz ainda querer ajudar as pessoas e pensar nos motivos dela ter feito algo.
*Quais são seus maiores defeitos?
Medo. Sou um grande medroso que odeia burocracia. E se formos analisar tudo pelo espectro do budismo, o contrário de amor não é ódio, mas medo. De coisas novas, de novas aventurar, costumes. Eu não gostar de burocracia, de resolver coisas, me faz miserável 99% das vezes. Isso me destrói. A indisciplina é outro fator que me derrota diariamente. Tenho um enorme medo de mudar minha vida e, sei lá, nem faz sentido. Medo não faz sentido, é algo burro e injustificado. Mas é isso, sou um enorme medroso.
*No que você é bom? No que você desejaria ser bom?
Sou bom em inventar e escrever. Sou bom em escutar e aconselhar, em ser um bom marido e amigo quando precisam de mim. Consigo me apagar para que outro se sobressaia, e isso não me deixa nem um pouco triste. E eu queria ser bom em ser disciplinado, risos. queria cozinhar bem, malhar bem com calistenia, em falar vários idiomas, em dançar! Nossa como eu quero saber dançar bem e cozinhar bem, iria ser tão legal!
*Se você pudesse fazer algo que sabe que certamente seria um sucesso, o que seria?
(Vou responder quando eu voltar, preciso sair pra comprar saco de lixo e comer algo). Voltei. Então, continuando, se eu pudesse fazer algo que seria um hit com certeza? Um remake de chrono trigger, relançar jogos no meu console que minha empresa iria fazer, criar a maquina de teleporte. Tem muita coisa mesmo!
*Quais 3 eventos da sua infância te ajudaram a ser quem é hoje?
Aqui temos um problema. Eu não lembro quase nada da minha infância (agora estou escutando Video Game Orchestra na BGS 2019). Bom, acho que o primeiro fato foi meu meio irmão, que é uma pessoa maravilhosa, incrível mesmo, ter me apresentado Chrono Trigger. Por isso aprendi inglês, comecei a amar jogos com narrativa e sistemas diferentes. Outro fator acho que foi meu irmão e meus amigos gostarem de anime, que passava na rede manchete, como cavaleiros do zodíaco, yu yu hakusho, shurato, etc. Isso ajudou muito, com certeza, pois me dava vontade de criar coisas e brincar de mundo mágico. E Harry Potter? Posso dizer isso? Eu lia muito quando mais novo (bem mais que leio hoje, para falar a triste verdade), mas não tenho certeza de que isso foi lá um fator muito relevante. Meus pais não incentivaram esse lado meu, nem meus irmãos, então o que foi? Um evento... não pode ser só dois não? Não? Tá.... deixa eu ver... livros jogos de história medieval. Eu era viciado nessas coisas, nossa como era. É, se for pra listar, acho que esses três valem.
*Quais são seus hábitos mais irritantes?
Não tenho hábitos irritantes. Brincadeira, tenho sim, acho, mas eu não sei quais são. Ah, tem um que eu sei! Eu fico chateado e não falo logo para a pessoa, querendo que ela adivinhe. Isso diminuiu horrores, tava chato até pra mim, que fazia. Preciso perguntar meus hábitos irritantes para a minha esposa. Perguntei, foi engraçado, porque ela estava receosa de responder, mas fluiu lindo. Bom, tem hora que eu tenho muita "certeza" de algo e falo algo estúpido pra caramba, muito, muito idiota mesmo, como "eu aposto meu cu nisso". Anotação para a vida, nunca tenha muita certeza de nada, nunca mesmo. Outra coisa é que eu repetia piadas chatas, mas eu não faço mais isso, então... ah, eu fico muito chateado de sair da rotina e do combinado. Ainda não acho isso errado, mas parece irritar os outros, então vou dar um jeito de não transparecer minha chateação.
*Qual segredo da sua vida você não quer que seja revelado?
Segredo. Que eu reprovei no terceiro ano por causa de meio ponto em português, e que paguei essa matéria. Eu sei que agora isso é muito idiota de se ter medo, mas é algo que fiz quando era um adolescente muito do idiota, e eu hoje sou um adulto idiota, sem muito. Quem sabe um dia eu seja um velho normal? Ah, tem o lance de minha permissão para dirigir ter vencido e eu não ter feito nada quanto a isso, e de que passei num concurso público para secretário escolar e não fui pq não fiz o curso e nem queria ser funcionário público. Essas coisas eu não queria que fosse revelado, porque mostram o quão merda eu sou. Queria ser menos merda. Esse é um dos problema de se ter medo e repulsão por burocracia, te destrói aos poucos e você nem percebe.
*Qual sua filosofia de vida?
E eu tenho uma? Acho que se tivesse, seria, "Não há ninguém melhor do que você para realizar seus sonhos". Eu gosto de acreditar que todo mundo tem o que é necessário para crescer e se tornar o que quiser. Eu realmente acho isso, do fundo da minha alma. Também acredito muito no "Memento Mori", que nada mais é que, Lembre-se de que pode morrer. Você não é melhor que ninguém, e apenas o conceito de acreditar que é melhor já te torna pior, te faz esforçar menos, se divertir menos. Quando você deixa fluir, sem preocupação, sem essas idiotices, fica muito melhor.
É, acho que isso vai realmente me ajudar a escrever, a me encontrar. Obrigado a esse blog por me deixar escrever aqui sem medo. Por algum motivo é mais fácil escrever aqui!