quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Questionário de vida!

    Quinta-feira, quente, com uma enxaqueca que só vai passar daqui a uns 4 dias, quando eu finalmente me acostumar com esse clima que muda a cada 2 semanas. Para ilustrar bem, aqui está quente, mas chove, então está úmido e quente, o que sua muito, mas não posso abrir as janelas a noite, pois entram insetos até de outros planetas aqui. A conta de luz vai chegar imensa, já estou até vendo. 
       No mais, vamos falar de ontem para começar o hoje? Ontem joguei com um amigo dota Underlords e isso acabou meio tarde (preciso para de jogar até tão tarde), e isso fez a gente comer tarde, assistir coisas tarde e, mais uma vez, dormir tarde. Comemos panquecas e assistimos DayBreak, que é bem legal. Comemos panquecas por que era o que tinha para fazer. Estamos bem de coisas para fazer bolo e afins, mas nossa geladeira está triste e quando abro a porta escuto a fome rindo para mim (só quem viu pica-pau pega essa). A minha esposa estava realmente cansada, trabalhou o dia inteiro porque pegou uns jobs que exigiam entrega mais rápida (pagavam mais por isso). Por isso ela estava bem mal humorada, então eu tentei não dizer nada que a aborrecesse ou afins. Dormimos, eu tomando outro dorflex para parar um pouco a dor. Desta vez dormi bem.
           Manhã (na verdade, tarde). Acordei as 11:45, pois dormi as 4 da manhã. É, eu sei, preciso parar com isso, mas mudar vícios é bem difícil. Eu acordei mais cedo e fiquei perdendo tempo no youtube, o que apenas me lembra sempre que NÃO VALE A PENA. É uma bosta perder tempo nessa droga, e eu perco horas a fio. Já saí do twitter, instagram e facebook por causa de tempo e toxicidade das pessoas (só me fazia mal aqueles lugares), mas no youtube é tudo bem filtrado, então eu só perco o meu tempo mesmo. A minha esposa acordou mais tarde, pois além de cansada também não conseguiu dormir bem. E como eu me sinto hoje? Querendo desistir. Isso acontece comigo, um dia eu construo, deixo para terminar outro dia (com livros não dá pra escrever tudo em 24h) e quando raia o sol, eu perco a vontade de fazer o que comecei ontem. Se eu era assim antes? Ah, não, não mesmo! Eu escrevi 6 livros, inteiros, mas agora acho que me critico demais e divirto de menos. Eu deveria só escrever e curtir, estudar e tornar a escrita ainda mais divertida, mas como sempre, vícios são coisas difíceis de mudar. Ah, mas olhe o lado bom, nada de masturbação ontem! Foi difícil como empurrar um caminhão, mas eu consegui!
           E o que resta para agora? Algo simples, vou responder o exercício do livro que estou estudando "Plot and Structure" do Scoot Beel aqui. O exercício é para guiar o que eu quero escrever ou não, e eu realmente espero que me ajude(vou tomar outro dorflex). Hoje farei isso ao som de Panic at the disco (ontem foi Queen).

Questionário do livro.:

*Com o que eu mais me importo no mundo?
Aí está algo que eu realmente não sei responder. Vamos falando aqui até surgir algo que faça sentido. Será que me afasto do conceito heroico? Tipo, paz mundial, humanidade feliz? Ou vou para algo mais pessoal? Riqueza própria, meu futuro? Opa, pensei em algo. Ah, é importo, não quero, tô ficando doido. Eu me importo com muitas coisas, como dar um ótimo futuro para a minha esposa, em ser algo que deixe uma marca no mundo, em dar futuro aqueles que não tem oportunidade. Eu quero ser grande e fazer as pessoas serem grandes, mas não quero babação de ovo, nem nada assim, apenas reconhecimento. Outras coisas com que me importo? Acho que não sou uma pessoa que ama tantas coisas assim.



*Se eu fosse escrever meu próprio obituário, como eu quereria que fosse lido?
Eu queria ser lembrando por ter feito algo bom, algo útil. Odeio a ideia de morrer sem ter feito nada. Isso me apavora mais que a ideia de morrer em si. Eu quero deixar uma marca positiva para provar para a humanidade que é possível sim mudar o mundo sendo uma pessoa só. Não que eu queira individualismo, e sim que as pessoas entendam que se uma pessoa pode mudar tanto o mundo (tanto para o bem, quanto para o mal), imagine um coletivo de pessoas que tem consciência disso? Que não culpam e dependem do governo o tempo todo? Nossa, nesse caso o governo só ia sentar e chorar, muito bom isso. Mas voltamos a mim. Eu queria ser lembrando por ter ajudado a humanidade na arte, a evoluir investindo em coisas que empurrariam a humanidade para frente. Vamos ao obituário então?
"Hoje aquele que nos ajudou tanto a dar passos e melhorar nossas vidas se foi. Renato foi uma pessoa especial, que tentou até o último momento provar que todos nós éramos especiais. Graças as suas obras, invenções, artes, tudo que fez para engradecer a humanidade pôde se lembrar que ajudar é algo possível. Que ele se torne agora o vento que empurra nossas velas para frente de onde estiver.". Não ficou muito bom, mas eu gostei ainda assim.



*Como é sua aparência física? Como se sente com ela? Como afeta você?
Pergunta tripla! Eu me considero uma pessoa normal para bonita, pois acredite, eu tento de verdade parecer feio, e quando me arrumo me destaco com facilidade. Tenho cabelos castanhos bem escuros, olhos castanhos escuros também, pele morena, 1,83 de altura, magro (agora com um buchinho), nariz bem reto e firme, olhos egípcios (não tem maquiagem, mas sim um pequeno puxar com cílios longos), lábios bem desenhados, rosto não muito quadrado, barba que não fecha de jeito nenhum.Se eu malhasse, usasse aparelho (meus dentes são um tanto acavalados), e me vestisse bem, eu seria realmente muito bonito (só falta vontade, né, senhor Renato?). Como me sinto? Hoje em dia, um pouco chateado com o meu desleixo, estou engordando e fazendo mal a mim mesmo. Não são os outros que me incomodam, sou eu mesmo quem faz isso. Isso me deixa mais perto de poder falhar. Afinal de contas, sua aparência (estado) é só um reflexo de como você está por dentro. Interior e exterior precisam mudar juntos.


*O que você mais teme?
Morrer sem ter feito nada. Nada no mundo pode me deixar mais em pânico que isso. Imagina morrer e ser esquecido, porque você não fez nada nesse mundo, só ficou chorando e se matando aos poucos. Não quero isso para mim, quero crescer e dar o meu melhor, mudar as coisas. Só a perspectiva de ser mais um número me assusta profundamente. Eu sei que não sou superior a ninguém, tenho completa consciência disso. Mas eu sei que nós, seres humanos, podemos fazer qualquer coisa se quisermos de verdade, e eu quero ser algo maior, um escritor, um artista de nome, alguém grande de verdade. Está em todos nós! Podemos não ser bons em tudo, mas podemos ser os melhores em querer ser os melhores.



*Quais são suas maiores forças como pessoa?
Isso é tão difícil de responder. Tipo, eu era uma pessoa tão determinada que isso dava medo e inveja nas pessoas ao meu redor. Tão determinada que achava que os outros não se comprometiam direito com as coisas. Depois de quebra a cara, essa determinação murchou. Não morreu, acho que coisas assim não morrem do nada ou somem no ar. Eu acho que está aqui, em mim, mas mais fraco, com medo. A prova disso é que até hoje estou tentando ser escritor, mesmo não me dedicando o quanto eu preciso. Sim, pode-se dizer que sou muito determinado, muito mesmo, mas não disciplinado, o que me compromete muito. Sou muito criativo, e isso ninguém me tira ou nem enfraquece. Desde que nasci sou assim. Sei observar bem a reação das pessoas e tento de tudo para não magoá-las, acho que posso dizer que sou empático. Sou muito educado, cortês, um pouco engraçado. Mas o que me destaca como pessoas são a perseverança, a criatividade e a empatia. É essa empatia que me faz ainda querer ajudar as pessoas e pensar nos motivos dela ter feito algo.


*Quais são seus maiores defeitos?
Medo. Sou um grande medroso que odeia burocracia. E se formos analisar tudo pelo espectro do budismo, o contrário de amor não é ódio, mas medo. De coisas novas, de novas aventurar, costumes. Eu não gostar de burocracia, de resolver coisas, me faz miserável 99% das vezes. Isso me destrói. A indisciplina é outro fator que me derrota diariamente. Tenho um enorme medo de mudar minha vida e, sei lá, nem faz sentido. Medo não faz sentido, é algo burro e injustificado. Mas é isso, sou um enorme medroso.


*No que você é bom? No que você desejaria ser bom?
Sou bom em inventar e escrever. Sou bom em escutar e aconselhar, em ser um bom marido e amigo quando precisam de mim. Consigo me apagar para que outro se sobressaia, e isso não me deixa nem um pouco triste. E eu queria ser bom em ser disciplinado, risos. queria cozinhar bem, malhar bem com calistenia, em falar vários idiomas, em dançar! Nossa como eu quero saber dançar bem e cozinhar bem, iria ser tão legal!

*Se você pudesse fazer algo que sabe que certamente seria um sucesso, o que seria?
(Vou responder quando eu voltar, preciso sair pra comprar saco de lixo e comer algo). Voltei. Então, continuando, se eu pudesse fazer algo que seria um hit com certeza? Um remake de chrono trigger, relançar jogos no meu console que minha empresa iria fazer, criar a maquina de teleporte. Tem muita coisa mesmo!


*Quais 3 eventos da sua infância te ajudaram a ser quem é hoje?
Aqui temos um problema. Eu não lembro quase nada da minha infância (agora estou escutando Video Game Orchestra na BGS 2019). Bom, acho que o primeiro fato foi meu  meio irmão, que é uma pessoa maravilhosa, incrível mesmo, ter me apresentado Chrono Trigger. Por isso aprendi inglês, comecei a amar jogos com narrativa e sistemas diferentes. Outro fator acho que foi meu irmão e meus amigos gostarem de anime, que passava na rede manchete, como cavaleiros do zodíaco, yu yu hakusho, shurato, etc. Isso ajudou muito, com certeza, pois me dava vontade de criar coisas e brincar de mundo mágico. E Harry Potter? Posso dizer isso? Eu lia muito quando mais novo (bem mais que leio hoje, para falar a triste verdade), mas não tenho certeza de que isso foi lá um fator muito relevante. Meus pais não incentivaram esse lado meu, nem meus irmãos, então o que foi? Um evento... não pode ser só dois não? Não? Tá.... deixa eu ver... livros jogos de história medieval. Eu era viciado nessas coisas, nossa como era. É, se for pra listar, acho que esses três valem.

*Quais são seus hábitos mais irritantes?
Não tenho hábitos irritantes. Brincadeira, tenho sim, acho, mas eu não sei quais são. Ah, tem um que eu sei! Eu fico chateado e não falo logo para a pessoa, querendo que ela adivinhe. Isso diminuiu horrores, tava chato até pra mim, que fazia. Preciso perguntar meus hábitos irritantes para a minha esposa. Perguntei, foi engraçado, porque ela estava receosa de responder, mas fluiu lindo. Bom, tem hora que eu tenho muita "certeza" de algo e falo algo estúpido pra caramba, muito, muito idiota mesmo, como "eu aposto meu cu nisso". Anotação para a vida, nunca tenha muita certeza de nada, nunca mesmo. Outra coisa é que eu repetia piadas chatas, mas eu não faço mais isso, então... ah, eu fico muito chateado de sair da rotina e do combinado. Ainda não acho isso errado, mas parece irritar os outros, então vou dar um jeito de não transparecer minha chateação.

*Qual segredo da sua vida você não quer que seja revelado?
Segredo. Que eu reprovei no terceiro ano por causa de meio ponto em português, e que paguei essa matéria. Eu sei que agora isso é muito idiota de se ter medo, mas é algo que fiz quando era um adolescente muito do idiota, e eu hoje sou um adulto idiota, sem muito. Quem sabe um dia eu seja um velho normal? Ah, tem o lance de minha permissão para dirigir ter vencido e eu não ter feito nada quanto a isso, e de que passei num concurso público para secretário escolar e não fui pq não fiz o curso e nem queria ser funcionário público. Essas coisas eu não queria que fosse revelado, porque mostram o quão merda eu sou. Queria ser menos merda. Esse é um dos problema de se ter medo e repulsão por burocracia, te destrói aos poucos e você nem percebe.
*Qual sua filosofia de vida?
 E eu tenho uma? Acho que se tivesse, seria, "Não há ninguém melhor do que você para realizar seus sonhos". Eu gosto de acreditar que todo mundo tem o que é necessário para crescer e se tornar o que quiser. Eu realmente acho isso, do fundo da minha alma. Também acredito muito no "Memento Mori", que nada mais é que, Lembre-se de que pode morrer. Você não é melhor que ninguém, e apenas o conceito de acreditar que é melhor já te torna pior, te faz esforçar menos, se divertir menos. Quando você deixa fluir, sem preocupação, sem essas idiotices, fica muito melhor. 


É, acho que isso vai realmente me ajudar a escrever, a me encontrar. Obrigado a esse blog por me deixar escrever aqui sem medo. Por algum motivo é mais fácil escrever aqui!

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

As estrelas ainda estão lá

    Olá, meu blog secreto! Como amanheci hoje? Como estou? Se estou bem? De forma rápida, Mal, bem, bem. Agora, nesse exato momento estou escutando a trilha sonora de Bastion (nossa, queria muito saber tocar violão dessa maneira... na verdade, queria saber tocar algum instrumento, nem que seja um otomatone). O dia está nublado, o que é perfeito, mas está quente, o que é horrível, e isso me fez amanhecer com uma enxaqueca que não está necessariamente doendo a minha cabeça, mas que me deixa enjoado, fotossensível, indisposto, etc. Não dormi direito, estou com olheiras enormes, acordei tarde de novo, o que é uma bosta, mas ainda assim, me sinto bem. A grande questão é, porque me sinto bem se foi uma completa merda a minha manhã? A resposta é bem simples, acordei com vontade de escrever, de inventar, e meu coração está até mais leve por causa disso, de forma a todas essas chatices iniciais se tornarem pequenas.
    Será que foi o iniciar deste blog que me fez mais determinado? Se for, foi a melhor ideia que tive em décadas, pois, sinceramente, ir ao psicólogo não foi lá muito bom (era um péssimo profissional, e isso não é culpa da psicologia), mas seja como for, não falarei disso hoje, ou se falarei, será mais a frente, com toda certeza. 
     Então, vamos falar de ontem a noite? Ontem eu iniciei esse blog, fiz minha primeira postagem, me senti melhor ao escrevê-la, e fui correndo para o jogo do Brasil x Nova Zelândia sub 17. Foi legalzinho, mas como eu havia dito, não gosto de futebol, só da companhia das pessoas que me são importantes. Meu irmão e pai estavam muito felizes, isso me fez ficar muito feliz também. Ao chegar em casa eu vi que minha esposa ainda estava trabalhando. Ela queria ter limpado a casa antes de eu ter chegado para me fazer uma surpresa, o que eu achei super fofo da parte dela (eu fiz isso para ela algumas vezes, foi legal ver ela se sentir aliviada). Coitada, estava se sentindo culpada de não ter feito, pois estava lotada de clientes e desenhando sem parar. Eu queria ajudar mais a minha esposa, eu ajudei durante muitos anos, investi tudo que eu tinha para ela chegar onde está, mas agora, mais de um ano depois de sair do trabalho como professor, não faço nada além de jogar, ver youtube, comer e dormir (opa, chuva, é hora de fechar as janelas. Pronto, agora está tudo bem mais escuro). Esses hábitos estão me fazendo um mal horrível, e a depressão só aumenta. Ah, eu assisti pornografia ontem, e me senti um lixo de ser humano, como sempre. Eu quero tanto parar de fazer isso... na verdade de fazer tudo isso. Tomara que escrever aqui me ajude. 
     Bom, para continuar a noite (cara, que música foda "Percy's Escape") eu tenho que falar de uma maldição que eu possuo. Uma não, inúmeras, mas para explicar as maldições, preciso falar da minha benção, do que me faz único. Felizmente eu tenho consciência do que me faz único, que é a capacidade de ter ideias a todo momento, como uma torrente sem controle que explode em ideias descontroladamente, ideias pra jogos, livros. etc. Isso certamente é uma benção, se você aspira a querer ser escritor, mas nenhuma benção vem sem uma maldição. Se eu não escrever, cansar minha mente usando essas coisas, não consigo dormir. O cérebro parece não querer desligar. e fica pensando, pensando, pensando, imaginando, tendo ideias, um monte ao mesmo tempo, até eu levantar, escrever algumas e tentar dormir novamente. Nessa noite, por exemplo, eu tive a ideia de 2 card games, e ao amanhecer, ainda deitado, tive ideia de mais um. Isso é bom? Certamente! Isso é ruim, com certeza também. Preciso saber lidar com isso, pois de fato não me importo se durmo tarde ou não, desde que eu consiga fazer as coisas que quero fazer, isso não importa. 
     Acho que hoje eu não falarei sobre os meus vícios, mas queria falar sobre como me sinto sendo sustentado. Eu realmente não ligo para essa coisa de homem tem que trabalhar e sustentar, blá, blá, blá... não sou um neandertal pra ficar preso a conceitos tão antigos e certamente não certos. Eu acho incrível a minha esposa ter todo esse negócio de vender desenhos e ainda conseguir fazer nós dois vivermos bem disso. Eu percebo que ela de vez em quando se incomoda com o meu estagnar, mas não da forma que a maioria das pessoas pensa. Ela vê potencial em mim, muito, assim como vejo nela um mar de potencial, e isso deixa ela frustrada, pois quer me ajudar e me vê parado, falhando. Coitada, isso não é culpa dela, nem um porcento. Eu preciso levantar e fazer algo sobre isso. Me sinto humilhado porque quero mudar de vida, ter algo melhor para mim e para ela, quero uma vida onde consigamos fazer muitas coisas juntos, e sermos felizes com isso, quero ajudar as pessoas com tudo que eu tenho, e não conseguir sequer tentar me frustra. Mas o dia brilha todas as manhãs, não é mesmo? 
     Para finalizar, eu percebi algo no jogo de futebol. As luzes do estádio eram tão fortes que eu não conseguia ver as estrelas. Nem mesmo uma. O céu estava limpo, totalmente propício para ver um mar de estrelas, mas ainda assim eu não via nenhuma. Um dia eu pensei ser o holofote, tão forte, tão brilhante que impedia os outros de verem as estrelas. Agora eu me sinto no meio de várias luzes poderosas que me deixam cego para o céu. Eu era um orgulho completo, a prova de falhas, e agora sou a depressão que enxerga luz em tudo, porque estou lá em baixo, sem esperanças alguma. O que me conforta é saber que, mesmo sem enxergar, as estrelas ainda estão lá.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Problemas e o porque disso. Soluções também?


          Aqui está um lugar onde posso escrever sem ser escrito (eu sei, meus arquivos também não serão lidos), mas de alguma forma eu sinto que aqui posso escrever para que eu mesmo leia, tipo um mensagem na garrafa para mim mesmo. Se algumas poucas pessoas lerem, não tem problema também, porque eu de fato não me importo em falar dos meus problemas, mesmo que alguns sejam bem pessoais. Aqui de fato será um lugar para desabafar e escrever antes de trabalhar, um diário para anotar o que sinto, quem sou, quem quero ser. É importante para mim ter um lugar assim.
          Então começamos a escrever me apresentando para mim mesmo, para ver se eu consigo me entender e me respeitar. Preciso ser breve, daqui a 40 minutos preciso sair para assistir o jogo do Brasil sub 17 com meu pai e irmão mais velho. Não gosto de futebol, nem da seleção, nem de patriotismo, mas gosto muito do meu pai e do meu irmão, então vale a ida com toda certeza. Agora vamos parar de falar de futebol. Eu me chamo Renato Pereira Ribeiro, nasci no Gama-DF e passei 90% da minha vida até agora, aos 30 anos, morando na Santa Maria, uma cidade "pobre" (já foi bem mais, hoje é até bem movimentada). Quando novo, ainda bem novo, passei por muitas, mesmo, pobreza bizarra, pai alcoólatra, uma mãe que me batia muito e de forma muito violenta por ter medo que eu virasse algum tipo de marginal, ou vagabundo, etc. Também tem a questão de que meu pai não era presente (a bebida não deixava), e isso estressava e praticamente enlouquecia a minha mãe, então eu entendo a agressão (ainda não aceito muito, mas entendo). Sou o mais novo de 4 irmãos, o mais avoado de 4 irmãos, a ovelha negra dos 4 irmãos. Pelo menos assim era, isso mudou muito a medida em que fui crescendo, meu pai parando de beber e fumar, minha mãe me agredindo menos até parar totalmente. Eu era um excelente estudante, quieto, inteligente, dedicado, com notas altíssimas. Mas toda essa merda meio que me destruiu muito, e assim as notas foram decaindo.  
              Desde muito pequeno eu gostava muito de criar histórias, brincar sozinho em uma aventura com início, desenvolvimento e fim. Era muito divertido criar mundos e brincar com eles. Fazer isso me deu uma alcunha de isolado e lerdo, mas não tinha nenhum modo de averiguar de fato o que eu tinha, se era TDA... enfim. Isso me levou a querer ser uma pessoa que cria coisas, história, jogos, enfim, criar! Quis ser publicitário por muito tempo, mas eu pensei melhor e escritor me pareceu melhor. Adiantando, cresci, bombei muito na escola e paguei para passar, fazendo as matérias separadamente (e eu nunca contei pra quase ninguém isso), me formei na faculdade de letras pela Fortium, que me deu um curso muito bom, o que me surpreendeu. Em testes para estágio, sendo o único em uma faculdade "chinfrim" dentre 40 pessoas da federal, foi também o único a gabaritar uma prova super fácil e pegar a vaga. Na faculdade eu me esforcei muito, tendo as maiores notas quase sempre. De fato, a escola não faz distinção das habilidades. Ainda no ensino médio decidi ser escritor, contra tudo e todos, e por isso fiz letras.
                 Mais velho, tentei a sorte com um livro chamado "Anti-Herói" que era sobre um homem sem poderes matando heróis corruptos que tomaram o governo. Até hoje é um ótimo livro, bem escrito, com uma história legal, mas ainda faltava algo e a violência e o tema me prendiam na merda. Ah, a pressa em escrever era um problema também. Eu pensei que ia crescer rápido, virar um fenômeno, mas o tempo foi passando e eu fiquei desmotivado com a pressão e a realidade do mundo literário. Isso foi horrível para mim, que fiquei muito deprimido. Essa depressão dura até hoje, e me faz muito mal. Muitos vícios pioraram, como por comer, gastar e pornografia. O Anti-herói não era meu único livro, tinha o Em Jogo, InMaster, Paladino do Caos e o Baile de Máscaras (são 19:04, preciso sair em breve). 
               O grande lance é, eu desisti de escrever por causa do medo do mundo duro que eu ia encontrar, e toda a minha grande perseverança morreu com isso. Teve o periodo onde estive como professor, que eu até gostei, mas senti que estava abandonando minha carreira como escritor fazendo isso. O grande lance é, sai do emprego e não consigo escrever! Eu me coloco tanta pressão que parece que o mundo vai me espremer, e fazer arte com pressão é UMA BOSTA. Quero estudar, me tornar um grande escritor, mas essa pressão de querer isso me destrói. Preciso escrever sem pensar, sem medo, depois eu arrumo, com meu estudo e tudo mais. Escrevi obras tão legais que abandonei, preciso voltar para elas também. 
               É assim que sinto hoje, pequeno, fraco, sendo sustentado, humilhado por mim mesmo, pelo meu medo de crescer e criar. Mas a lógica é, eu sequer tentei direito, e quando estava dando minimanente certo, eu corri. Ao invés de flodar o mundo com vários livros legais, eu fugi. Não posso mais fugir e nem me preocupar, pois já sei que esse medo deu errado, está dando errado. Preciso revisar meus livros antigos, estudar e escrever bem de boa. Preocupar com qualidade vem depois, na revisão, mas antes disso eu já terei ganhado um enorme conhecimento tentando, escrevendo, despreocupando. Preciso malhar, me cuidar, beber água, meditar, escrever e estudar e ler. Não dá mais, a casa está pegando fogo e eu estou morrendo dentro dela, e não está nada bem, nada mesmo. 
              Eu, escute, escreva sem medo, revise sem medo, publique sem medo, não tenha medo, porque e confio em você! Você é uma pessoa incrível que pode dar o seu melhor, então não tenha medo! Revise, escreva, leia, faça, viva. viva, viva pelo amor de Deus. Acredite em você mesmo! Acredite em cada suor que escorre pelo seu esforço! Você vai conseguir, e vai ser incrível! Mas lembre-se, resultados demoram, são construídos aos poucos, não pare no um, não se convença, vá em frente sem medo, nem olhe para trás. Lançou livro, já escreva outro e esqueça aquele, pois já foi. Terminou de ler, leia de novo estudando, terminou o estudo, leia outro.Eu acredito em você!